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Activista Julienne Lusenge partilha com Angola experiência na luta contra violência de género

Benedita Malanda - 26 Sep, 2025 259 Visualizações
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Julienne Lusenge, co-fundadora da SOFEPADI – Organização Não-Governamental de defesa dos direitos das mulheres e crianças – e directora do Fundo das Mulheres Congolesas, foi convidada especial do Peace Day Invited Expert Address, realizado a 24 de setembro, na American Schools of Angola (ASA).

Perante estudantes, professores e convidados, a activista partilhou a sua experiência no apoio a sobreviventes de violência de género em contextos de conflito armado, destacando a importância da coragem e do compromisso na transformação social.

Reconhecida mundialmente, Lusenge foi distinguida com diversos prémios internacionais, entre eles o Aurora Prize for Awakening Humanity (2021), o Prémio Mulheres de Coragem (2021), atribuído pelo Departamento de Estado dos EUA, e o Prémio Internacional das Nações Unidas para os Direitos Humanos (2023).

Para a directora académica da ASA, Dra. Babita Parashar, o Dia da Paz constituiu uma oportunidade para os estudantes “reflectirem, criarem e se expressarem”, sublinhando que ouvir Julienne Lusenge “foi o momento mais marcante”.

O assistente para programas culturais da Bienal de Luanda, Nuno Mingas, considerou a presença da activista como um reforço ao espírito da Bienal, que aposta na arte e na educação como ferramentas de reconciliação e promoção da paz.

As celebrações do Dia Internacional da Paz prolongaram-se para o Mussulo, nos dias 20 e 21 de setembro, com actividades organizadas pelo ResiliArt Angola, que reuniram crianças, artistas e comunidade local. Entre os momentos mais emblemáticos esteve a criação da Manta da Paz, uma obra colectiva em tecido feita por cerca de cem crianças, com orientação de artistas de Angola, Moçambique e Rwanda.

O encontro terminou com o tradicional Almoço à Sombra da Mulemba, promovendo convívio e partilha entre famílias, artistas e a comunidade. Para Paulo Andrá, assistente de comunicação da Bienal de Luanda, a actividade “mostrou como a cultura de paz começa desde cedo e como pode ser fortalecida pela união da comunidade”.