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Luanda, 13 de abril de 2026

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Agenda da União Africana será bem gerida durante o mandato de João Lourenço.


IMG Foto: Agenda da União Africana será bem gerida durante o mandato de João Lourenço. — Arquivo CF

Moussa Faki Mahamat, presidente da Comissão da União Africana (UA), elogiou João Lourenço, destacando seu compromisso com a Agenda 2063 e seu papel na paz e reconciliação no continente. Durante uma audiência em Luanda, Mahamat expressou confiança na liderança de Lourenço para 2025. A paz e segurança, especialmente na RDC e Moçambique, foram temas centrais da discussão. Lourenço assumirá a presidência rotativa da UA em fevereiro de 2025, coincidindo com os 50 anos da independência de Angola.
"Não é em vão que Sua Excelência o Presidente João Lourenço foi indigitado pela União Africana como Campeão para a Paz e Segurança, por via da qual tem pilotado o Processo de Luanda para trazer uma paz entre os dois países, no caso o Rwanda e a RDC", aclarou Moussa Faki Mahamat, reforçando que o contributo de João Lourenço a este processo de paz está a permitir ressurgir o sentimento de tranquilidade e de paz. O encontro permitiu passar, ainda, em revista vários outros temas que dominam a actualidade no continente, com destaque para a preparação da próxima Cimeira de Fevereiro da União Africana, que vai elevar João Lourenço ao cargo de Presidente da organização continental. No plano dos ganhos conseguidos pelo continente, em 2024, o presidente da Comissão da União Africana apontou a Zona de Comércio Livre Continental, a conquista de um assento no G20 e a inclusão de jovens e mulheres em todos os processos que a União Africana tem levado a cabo. O diplomata, que se encontra em fim de mandato, avançou que este foi um dos temas que motivou a sua ida ao Palácio da Cidade Alta, para apresentar ao Presidente da República cumprimentos de fim de missão e de agradecimento por todo o apoio que recebeu de Angola durante o seu consulado. João Lourenço vai assumir, a partir do próximo mês, a presidência rotativa da União Africana (UA), órgão máximo da organização continental. O facto vai acontecer durante a 38ª sessão ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da UA, prevista para os dias 15 e 16 de Fevereiro. Será a primeira vez que Angola vai dirigir este órgão máximo da União Africana, facto que coincidirá com o ano da comemoração dos 50 anos da Independência do país. A agenda 2063 da União Africana A agenda 2063 é o projecto e plano mestre de África para transformar o continente na potência global do futuro. O documento contém a estrutura estratégica do continente, que visa cumprir a sua meta de desenvolvimento inclusivo e sustentável, e é também uma manifestação concreta do impulso pan-africano por unidade, autodeterminação, liberdade, progresso e prosperidade colectiva, perseguidos sob o pan-africanismo e o renascimento africano. A génese da Agenda 2063 A génese da Agenda 2063 foi a percepção dos líderes africanos de que havia uma necessidade de reorientar e repriorizar a agenda da África da luta contra o apartheid e a obtenção da independência política para o continente, que havia sido o foco da Organização da Unidade Africana (OUA), a precursora da União Africana. Como uma afirmação do seu compromisso em apoiar o novo caminho de África para alcançar o crescimento económico inclusivo e sustentável e o desenvolvimento, os Chefes de Estado e de Governo africanos assinaram a Declaração Solene do 50º Aniversário durante as celebrações do Jubileu de Ouro da formação da OUA/UA, em Maio de 2013. A declaração marcou a rededicação de África em direcção à obtenção da visão Pan-Africana de uma África integrada, próspera e pacífica, impulsionada pelos europeus seus próprios cidadãos, representando, deste modo, uma força dinâmica na arena internacional. A Agenda 2063 é a manifestação concreta de como o continente pretende alcançar essa visão dentro de um período de 50 anos, isto é, de 2013 a 2063.A África do futuro foi capturada nuuma carta apresentada pela ex-presidente da Comissão da União Africana, a sul-africana Nkosazana Dlaminin Zuma. A necessidade de vislumbrar uma trajectória de desenvolvimento de longo prazo de 50 anos para a África é considerada importante, pois a África precisa revisar e adaptar a sua agenda de desenvolvimento devido às transformações estruturais em andamento, aumento da paz e redução do número de conflitos, crescimento económico renovado e progresso social, a necessidade de desenvolvimento centrado nas pessoas, igualdade de género e empoderamento dos jovens. A Agenda 2063 identifica, ainda, as principais actividades a serem realizadas nos seus Planos de Implementação de dez anos , que garantirão que a Agenda 2063 forneça resultados transformacionais quantitativos e qualitativos para os povos de África.