Durante uma reunião com a Equipa Económica, realizada à margem das visitas do ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, o pedido foi apresentado.
Massano visitou duas fábricas no Pólo de Desenvolvimento Industrial de Viana, em Luanda, para verificar os níveis de produção. As medidas propostas visam a implementação de políticas eficazes contra indústrias ilegítimas, além da sugestão de uma taxa de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) mais baixa para materiais de construção.
Outras propostas incluíram a melhoria da competitividade das verdadeiras indústrias em comparação com as consideradas falsas e a redução dos custos de auto-construção.
Foi observado durante a visita que as fábricas no PDIV operam com cerca de 70% da capacidade, devido a problemas de fornecimento de matéria-prima, água e energia elétrica.
No PDIV, Massano e sua comitiva visitaram as empresas FERPINTA e EXTRULIDER. Após a visita, ele se reuniu com membros da Associação das Indústrias de Materiais de Construção de Angola (AIMCA), da Associação das Indústrias Cimenteiras de Angola (AICA) e da Associação Nacional das Indústrias dos Madeireiros de Angola (ANIMA).
No encontro, Massano reafirmou o compromisso do Governo com o fortalecimento da produção nacional e incentivou as associações a terem um papel mais ativo na indústria de materiais de construção para aumentar a produtividade.
Luís Diogo, representante da Associação das Indústrias de Materiais de Construção, apresentou propostas para impulsionar as indústrias do Pólo Industrial de Viana e do país, que operam com 20% a 30% da capacidade. Ele afirmou que este ambiente propiciará a produção de bens essenciais a custos mais baixos.
Diogo destacou que a associação emprega mais de cinco mil trabalhadores, com uma pequena percentagem de expatriados, e que a Fabrimetal, da qual ele é CEO, compra 70% da matéria-prima no mercado nacional, com apenas 30% sendo importada.