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Luanda, 15 de abril de 2026

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Albertina Navemba Ngola quer Parlamento mais activo na supervisão das políticas sociais


IMG Foto: Albertina Navemba Ngola quer Parlamento mais activo na supervisão das políticas sociais — Arquivo CF

Durante a cerimónia da sua tomada de posse, a deputada sublinhou que a UNITA defende políticas públicas capazes de produzir efeitos positivos na vida dos cidadãos. “A pobreza extrema, a escassez de alimentos, a perda de poder de compra, os baixos salários, a falta de emprego para jovens e a subida dos preços dos bens essenciais definem o quotidiano de muitos angolanos”, destacou.

Navemba Ngola criticou ainda o actual Orçamento Geral do Estado, considerando que “não responde aos anseios e preocupações das populações e ignora a real situação do país”. Nesse sentido, anunciou que o Grupo Parlamentar da UNITA irá submeter, em 2026, um conjunto de propostas para a alteração de leis que considera antidemocráticas. “Vamos propor muitas leis que respondam aos interesses das nossas populações”, garantiu, acrescentando que o partido continuará a lutar pelo fortalecimento do Estado de Direito e Democrático em Angola.

As mudanças na liderança parlamentar da UNITA resultam das movimentações promovidas pelo presidente do partido, Adalberto Costa Júnior, que nomeou Liberty Chiaka como secretário-geral, em substituição de Álvaro Daniel Chicuamanga. Entre as novas nomeações destacam-se Albertina Navemba Ngola como líder do Grupo Parlamentar, Arlete Chibinda como vice-presidente para a área política e social, Álvaro Daniel Chicuamanga como vice-presidente para organização e administração eleitoral e Simão Dembo como vice-presidente para administração e património.

No seu 14.º congresso, a UNITA aprovou 18 resoluções, incluindo a criação de uma nova Frente Patriótica Unida (FPU) para promover a alternância política nas eleições de 2027. O partido recomendou ainda o alargamento do mandato dos presidentes de quatro para cinco anos e decidiu aumentar o número de membros da Comissão Política para 351 efectivos e 75 suplentes, tendo em conta o crescimento do partido e o aumento de províncias e municípios em Angola.