Segundo as autoridades médicas de Washington, a morte terá sido provocada por uma rutura da aorta associada a doença cardiovascular arteriosclerótica. O diagnóstico consta das conclusões preliminares do médico-legista, embora a confirmação oficial dependa ainda de exames complementares. Antes de falecer, Graham terá conversado por telefone com Donald Trump, a quem confessou sentir-se "cansado", apesar de garantir que estava bem. O antigo Presidente norte-americano afirmou que a conversa ocorreu poucos minutos antes de o senador sofrer a emergência médica.
Com mais de três décadas de carreira política, Lindsey Graham representava o estado da Carolina do Sul no Senado desde 2003 e era uma das principais vozes republicanas em matérias de política externa, defesa e segurança nacional. Nos últimos anos destacou-se pelo firme apoio à Ucrânia, à NATO e a Israel, tendo regressado recentemente de uma visita oficial a Kyiv. Também presidia à Comissão do Orçamento do Senado e preparava-se para disputar um quinto mandato.
A notícia provocou reações de vários líderes internacionais. Donald Trump descreveu Graham como um "verdadeiro patriota" e um dos melhores senadores que conheceu. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel perdeu "um grande amigo", enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, enalteceram o seu contributo para a defesa da Ucrânia, da segurança euro-atlântica e da cooperação internacional.

Foto: Aliado de Trump, senador Lindsey Graham morre aos 71 anos após doença súbita — Arquivo CF