Na conferência de imprensa, Ancelotti considerou que a selecção brasileira controlou grande parte da partida, mas admitiu que a eficácia de Haaland acabou por fazer a diferença. "Estamos profundamente tristes, mas uma derrota também pode marcar o começo de uma nova etapa. Vamos continuar a trabalhar, avaliar os jogadores e procurar novas soluções para tornar a equipa mais competitiva", afirmou o treinador, que renovou recentemente contrato com a Confederação Brasileira de Futebol até 2030.
O seleccionador recordou ainda que assumiu o comando da equipa apenas em Maio de 2025 e enfrentou várias dificuldades ao longo da campanha, incluindo lesões de jogadores importantes como Raphinha, Lucas Paquetá, Rodrygo, Éder Militão e Estêvão. Apesar da eliminação precoce, Ancelotti considera que o torneio serviu para identificar pontos a melhorar e lançar as bases para uma renovação da equipa.
Também o capitão Marquinhos assumiu a responsabilidade pelo desaire e apelou à união em torno da nova geração de futebolistas brasileiros. O defesa-central defendeu que os jogadores mais experientes devem assumir o peso da eliminação para permitir que os mais jovens evoluam sem pressão excessiva nos próximos quatro anos.
As declarações de Neymar também marcaram o pós-jogo. O avançado, que regressou ao estádio onde se estreou pela selecção principal em 2010, deixou no ar a possibilidade de ter realizado o seu último jogo com a camisola do Brasil. "Tentei, tentei. Agora acabou. Comecei aqui e fechei aqui", afirmou à imprensa brasileira, alimentando dúvidas sobre o futuro internacional.
Com a qualificação histórica da Noruega para os quartos-de-final, graças à inspiração de Haaland, o Brasil inicia agora um período de reflexão e renovação, tendo como principal objectivo reconstruir uma equipa capaz de voltar a lutar pelo título mundial em 2030.
Fonte: FIFA, CBF e ge.globo.

Foto: Ancelotti aponta já ao Mundial 2030 após eliminação do Brasil: "Não é o fim, é o início de um novo ciclo" — Arquivo CF