O resultado das eleições representa um regresso em força de Andrej Babis à cena política checa. Conhecido por se autodenominar “trumpista”, o líder do movimento ANO (“Sim”, em checo) defende uma gestão do Estado inspirada na lógica empresarial e propõe uma mudança de rumo nas políticas externas e económicas do país.
Com 35,8% dos votos, Babis superou largamente as previsões das sondagens, mas não obteve maioria absoluta, o que o obriga a negociar alianças políticas complexas para poder formar Governo.
Caso consiga regressar ao poder, analistas apontam que a República Checa poderá alinhar-se com as posições pró-russas de líderes como Viktor Orbán, da Hungria, e Robert Fico, da Eslováquia, redefinindo a orientação pró-ocidental que o país vinha mantendo.
A vitória de Babis reflete um avanço das forças populistas e eurocéticas na Europa Central, num contexto de descontentamento social e inflação elevada, fatores que o político explorou ao prometer “gerir o Estado como uma empresa eficiente e soberana”.