Nos primeiros 12 meses à frente da empresa, o gestor pretende concentrar a sua actuação em três prioridades: reorganizar a estrutura interna, melhorar o desempenho dos equipamentos, sobretudo os de perfuração, e iniciar uma nova frente de prospecção em parceria com o projecto Cambuia. Carlos Baptista possui mais de 40 anos de experiência no sector diamantífero angolano.
O responsável reconhece, contudo, os desafios enfrentados pela indústria, entre os quais a instabilidade provocada pelos conflitos armados e a crescente presença de diamantes sintéticos no mercado internacional. Para o gestor, estas circunstâncias reforçam a necessidade de promover os diamantes naturais e garantir condições de estabilidade que favoreçam a realização de investimentos. As pedras com peso igual ou inferior a dois quilates estão entre as suas principais preocupações.
De acordo com o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Angola mantém a ambição de se tornar o segundo maior produtor mundial até 2030. Entre os projectos apontados para impulsionar o crescimento do sector estão a mina do Luele, na Lunda Sul, e o futuro projecto mineiro do Chiri, associado à Rio Tinto.
Dados do Processo Kimberley indicam que Angola produziu cerca de 14 milhões de quilates em 2024, enquanto a Rússia registou aproximadamente 37,3 milhões e o Botswana 18,1 milhões. Os números confirmam o desafio que o país enfrenta para alcançar a segunda posição mundial em volume de produção.

Foto: Angola ambiciona alcançar segundo lugar mundial na produção de diamantes — Arquivo CF