Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), os resultados iniciais apontam para uma coluna de petróleo e gás condensado com mais de 600 metros no principal reservatório da Formação Pinda. O poço apresenta ainda mais de 90 metros de espessura líquida produtiva, com boas características do reservatório, indicadores que apontam para um possível aproveitamento comercial.
O Bloco 0 é operado pela Chevron, através da sua subsidiária Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC), que detém 39,2%. A Sonangol E&P possui 41%, a TotalEnergies 10% e a Azule Energy 9,8%.
Descoberta pode ser ligada às infra-estruturas existentes
Depois dos resultados iniciais, será realizada uma avaliação técnica e económica para determinar o potencial da descoberta e definir os próximos passos para o seu desenvolvimento.
Uma das possibilidades em análise é a utilização das infra-estruturas já existentes no Bloco 0, localizadas nas proximidades do novo poço. Segundo a ANPG, esta solução poderá permitir uma produção mais rápida, reduzir a necessidade de novos investimentos e facilitar o aproveitamento dos recursos descobertos.
O presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, considerou que a descoberta demonstra o potencial da Bacia do Baixo Congo e confirma a importância da estratégia de exploração que está a ser desenvolvida no Bloco 0.
O responsável defendeu ainda a continuidade da procura de novas oportunidades de exploração, destacando que o resultado poderá contribuir para o aumento da produção nacional e gerar benefícios para o Estado angolano e para as empresas envolvidas no projecto.
Chevron considera descoberta um marco em Angola
A descoberta também foi destacada pela Chevron, que opera o Bloco 0. O vice-presidente de Exploração da companhia, Kevin McLachlan, considerou o resultado particularmente relevante para a petrolífera, que mantém actividade em Angola há mais de 70 anos.
Segundo o responsável, a combinação entre novas descobertas e a utilização de infra-estruturas já disponíveis permite à empresa ampliar os seus recursos e criar condições para desenvolver os projectos de forma mais eficiente.

Foto: Angola anuncia nova descoberta de petróleo e gás condensado na Bacia do Baixo Congo — Arquivo CF