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Luanda, 12 de abril de 2026

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Angola aponta eleições na Côte d’Ivoire como referência democrática em África


IMG Foto: Angola aponta eleições na Côte d’Ivoire como referência democrática em África — Arquivo CF

O chefe da diplomacia angolana e presidente do Conselho Executivo da União Africana (UA), Téte António, elogiou o processo eleitoral na Côte d’Ivoire, classificando-o como um modelo a ser seguido no continente. Em declarações aos jornalistas, durante a abordagem sobre a participação do Presidente João Lourenço na cerimónia de investidura de Alassane Ouattara, o ministro destacou que o pleito cumpriu integralmente as etapas previstas na Carta Africana para a Democracia, Eleições e Governação.

Téte António explicou que a realização de eleições transparentes e dentro dos parâmetros democráticos desencoraja mudanças inconstitucionais de governo e reforça a legitimidade política. “As eleições passaram por todas as etapas democráticas, em cumprimento das normas da União Africana”, sublinhou.

O ministro confirmou que João Lourenço participa na cerimónia de posse de Ouattara em dupla qualidade: como Presidente em exercício da UA e como Chefe de Estado de um país que mantém relações bilaterais “excelentes” com a Côte d’Ivoire. Para Téte António, estes factores justificam plenamente a presença do líder angolano em Abidjan. “Este país merece este tratamento por parte da União Africana e do continente”, afirmou.

O governante realçou ainda o papel da Côte d’Ivoire como pólo de desenvolvimento económico na África Ocidental e referência continental em termos de estabilidade política e performance económica. Segundo disse, estes elementos convergem com as aspirações da Agenda 2063 — a visão estratégica da UA para o futuro do continente.

Téte António destacou igualmente a profundidade das relações bilaterais, lembrando a recente visita de João Lourenço à Côte d’Ivoire, durante a qual foram assinados vários instrumentos jurídicos já em fase de implementação. “A presença física e as visitas frequentes reforçam laços — assim como acontece nas famílias, também funciona entre Estados”, exemplificou.

O ministro adiantou que o Chefe de Estado poderá realizar encontros bilaterais à margem da cerimónia de investidura, admitindo a existência de uma reunião previamente agendada, embora sem avançar detalhes. “Em eventos desta natureza, muitos compromissos acontecem de forma não programada”, observou.