A missão, chefiada pelo director-geral do IMA, Meick Afonso, permitiu o contacto com infra-estruturas avançadas como o supercomputador Atlas 900 A3 e a análise de casos práticos do Brasil e do Quénia, onde a IA já contribui para simplificar processos, melhorar o atendimento e dinamizar a economia digital.
A visita soma-se ao Memorando de Entendimento assinado, em Agosto, entre o IMA e o Gabinete de Inteligência Artificial dos Emirados Árabes Unidos, que prevê cooperação em políticas, desenvolvimento de algoritmos, formação de quadros angolanos e participação em redes internacionais.
Segundo o Government AI Readiness Index 2024, Angola ocupa a 163.ª posição entre 181 países, revelando avanços em infra-estruturas digitais, mas grandes desafios em governança e ecossistema tecnológico.
Com base neste diagnóstico, o IMA está a preparar a Estratégia Nacional de Inteligência Artificial para os Serviços Públicos, assente na soberania tecnológica, interoperabilidade de sistemas, valorização de dados públicos e investimento em talento nacional. O objectivo é aproximar a Administração Pública dos cidadãos e empresas, reforçando a eficiência e a inovação no Estado.