A posição angolana foi transmitida pela ministra da Educação e presidente da Comissão Nacional para a UNESCO, Luísa Grilo, que considerou “oportuna a aprovação do programa face à necessidade de fortalecer o espírito humano com fundamentos voltados à promoção do multilateralismo e à consolidação de uma paz duradoura.”
Luísa Grilo anunciou ainda que Angola acolherá, em Outubro do próximo ano, a 4.ª Edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano de Cultura de Paz, reforçando o papel do país na promoção da paz e do diálogo entre as nações africanas.
A ministra destacou que, face às crises globais e aos conflitos em várias regiões, é fundamental reforçar os baluartes da paz no espírito humano, e apresentou diversas iniciativas implementadas pelo Governo angolano alinhadas à Agenda 2030 das Nações Unidas, à Agenda 2063 da União Africana e ao Programa Global Prioridade África 2022-2029.
Entre as realizações recentes, Luísa Grilo mencionou:
A elevação da Quiçama à categoria de Reserva da Biosfera;
A inclusão do Lubango na Rede de Cidades Criativas da UNESCO;
Valorização de professores e capacitação de gestores escolares, incluindo medidas de promoção da alimentação escolar, igualdade de género, vacinação e prevenção da gravidez precoce;
Promoção da cultura, com ênfase na transformação digital, valorização dos profissionais do setor e combate ao tráfico de bens culturais;
Diversificação da oferta formativa do Ensino Superior, especialmente em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, e implementação do Sistema Nacional de Garantia da Qualidade;
Construção de Centro Tecnológico e de Desenvolvimento Científico, impulsionando inovação e transferência tecnológica;
Aprovação da Lei Antidopagem no Desporto, em conformidade com a Convenção Internacional contra a Dopagem;
Criação do Observatório de Género e Plataforma Digital sobre Violência Baseada no Género, reforçando políticas públicas voltadas à igualdade de género e proteção da mulher.
Por fim, a ministra saudou o novo diretor-geral da UNESCO, Khaled El-Enany, desejando-lhe um mandato profícuo e transformador, comprometido com os ideais da organização e com a construção de um futuro harmonioso e partilhado.