O evento, promovido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Marrocos e com apoio do Escritório das Nações Unidas de Combate ao Terrorismo (UNOCT), reuniu autoridades africanas e especialistas internacionais para debater estratégias de prevenção, proteção e assistência às vítimas de ações terroristas no continente.
Pedro Lufungula afirmou que os ataques terroristas têm provocado consequências humanas graves, incluindo mortes, deslocamentos em massa, destruição de comunidades e enfraquecimento da coesão social. Por isso, defendeu ações coordenadas e sustentáveis de prevenção e assistência às populações afetadas, colocando as vítimas no centro das políticas de combate ao extremismo violento.
A cerimônia de abertura contou com a intervenção do ministro marroquino dos Negócios Estrangeiros, Nasser Bourita, que sublinhou a necessidade de uma abordagem africana ambiciosa e determinada, baseada na dignidade das vítimas, na justiça e na responsabilidade coletiva.
A conferência resultou na Declaração de Rabat, que recomenda a criação e fortalecimento de mecanismos nacionais e regionais de apoio às vítimas, incluindo acesso à justiça, assistência médica, proteção jurídica e apoio psicológico. O documento também enfatiza a importância da participação ativa das vítimas na definição de políticas públicas e incentiva a cooperação entre Estados africanos e parceiros internacionais.
O encontro reforçou o papel dos sobreviventes na prevenção da radicalização, no combate às ideologias extremistas e na construção de comunidades resilientes, promovendo a integração das vítimas em estratégias eficazes de combate ao terrorismo no continente.