Ao intervir na abertura da conferência, o chefe da diplomacia angolana defendeu que uma paz duradoura na região só poderá ser alcançada através de um diálogo político inclusivo, do respeito pela soberania dos Estados e de uma responsabilidade partilhada entre os países africanos e os parceiros internacionais.
Téte António reiterou que Angola continuará a colaborar com os esforços de mediação regional e internacional, que envolvem o processo de Washington, a diplomacia do Qatar e as iniciativas conduzidas sob a égide do Togo.
Para o ministro, que também preside o Conselho Executivo da União Africana, a conferência representa um momento crucial para o futuro da Região dos Grandes Lagos, marcada por crises políticas e humanitárias recorrentes, mas também por sinais de esperança e reconstrução.
O diplomata angolano manifestou ainda profunda preocupação com a situação humanitária no Leste da República Democrática do Congo, Sudão, Sudão do Sul e outros países membros da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, onde milhões de pessoas permanecem deslocadas ou em situação de vulnerabilidade.
“Mulheres, crianças e famílias inteiras continuam a enfrentar condições que exigem uma resposta determinada e coordenada da comunidade internacional”, destacou Téte António, segundo uma nota do Ministério das Relações Exteriores (MIREX).