A intervenção foi realizada com sucesso em quatro pacientes, com idades entre 18 e 48 anos, marcando um avanço significativo na cardiologia intervencionista do país.
De acordo com fontes médicas, o procedimento teve como objectivo melhorar o fluxo sanguíneo entre o átrio e o ventrículo esquerdo, corrigindo o estreitamento da válvula mitral — uma condição que pode provocar fadiga, falta de ar e insuficiência cardíaca quando não tratada a tempo.
A cirurgia foi conduzida por uma equipa multidisciplinar de cardiologistas e cirurgiões cardíacos, utilizando técnicas minimamente invasivas, que permitem uma recuperação mais rápida e reduzem o risco de complicações.
Os pacientes encontram-se em fase de recuperação estável, sob acompanhamento especializado.
Segundo os especialistas, este feito representa um marco histórico para a medicina angolana, colocando o país entre os que já dominam procedimentos de cardiologia de intervenção avançada em África.
“Este é um passo decisivo para o fortalecimento das nossas capacidades clínicas e para o tratamento de doenças cardíacas complexas sem necessidade de evacuação médica”, sublinhou um dos cirurgiões envolvidos na operação.