O anúncio foi feito pelo embaixador José Cunha da Silva, diretor de Cooperação Internacional do Ministério das Relações Exteriores, que lidera a delegação angolana presente no evento, em representação do Governo.
Segundo o diplomata, Angola leva à nova organização a experiência de um país que percorreu o caminho da guerra para a consolidação da paz, compreendendo, por isso, “o valor do diálogo, da reconciliação e da mediação”.
“A nossa história ensinou-nos que a paz sustentável nunca é conquistada no campo de batalha, mas construída à mesa de negociações. É esta sabedoria que trazemos a esta assembleia”, afirmou, citado pelo Ministério das Relações Exteriores.
José Cunha da Silva destacou ainda princípios que Angola considera essenciais para o sucesso da IOMED, como a imparcialidade, a inclusão, o respeito pela soberania dos Estados e a adaptação das soluções a cada contexto.
O embaixador sublinhou a importância da cooperação com organismos regionais, como a União Africana, e apelou ao trabalho conjunto entre os países-membros: “Devemos garantir que esta Organização se torne um instrumento eficaz para a paz.”
A IOMED, com sede em Hong Kong, é uma iniciativa lançada em 2022 pela China, com o apoio de 19 países fundadores, e será a primeira instituição intergovernamental dedicada exclusivamente à mediação internacional, num momento de crescentes tensões e desafios aos métodos tradicionais de resolução de conflitos.
A cerimónia de inauguração contará com a presença do ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, e de delegações de cerca de 60 países e 20 organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas.