De acordo com a RNA, os atropelamentos provocaram mais de 620 mortes, enquanto os acidentes envolvendo motociclos também tiveram um peso significativo, com mais de 1.250 ocorrências registadas apenas no primeiro trimestre do ano.
Dados apresentados pelo Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito, em Abril deste ano, apontavam para 1.558 mortes, 6.125 acidentes e 8.086 feridos no período de seis meses entre Setembro de 2025 e Fevereiro de 2026. Os números foram analisados numa reunião orientada pela vice-presidente da República, Esperança da Costa.
Entre os factores associados à sinistralidade rodoviária, as autoridades destacam o excesso de velocidade, a fadiga, a sonolência, o desrespeito pelas regras de trânsito e o não uso do cinto de segurança. Luanda, Huíla, Huambo, Benguela, Cuanza-Sul, Icolo e Bengo e Bié figuram entre as províncias mais afectadas.
Para reduzir os acidentes, o Executivo anunciou o reforço da fiscalização nas estradas nacionais e nas zonas urbanas, além de medidas de sensibilização, melhoria da sinalização e reabilitação de postos de socorro ao longo das principais vias.

Foto: Angola regista cerca de 1.500 mortes em acidentes rodoviários no primeiro semestre de 2026 — Arquivo CF