O encontro reuniu representantes de diversas nações com o objetivo de discutir temas ligados à promoção da paz mundial, preservação das culturas e línguas nativas, disseminação das artes e cooperação internacional.
Entre os participantes angolanos estavam as escritoras e diplomatas Egna Alegre de Sousa, Fernanda dos Santos de Benedito, Sandra Mainsel, Sílvia da Cruz, Lenisha Baio e Luzia Oliveira. Egna Alegre de Sousa, presidente da Comissão Intercontinental para o Continente Africano da CIESART, apresentou uma intervenção centrada no trinómio Globalização, Paz e Justiça, defendendo uma globalização com rosto humano e alertando para os desafios impostos ao continente africano. Para a autora, a paz é um valor inegociável, e a arte e a cultura são elementos fundamentais para unir os povos.
Sandra Mainsel abordou o tema Comunicação e Paz, destacando a comunicação como essência da vida e ferramenta essencial para a construção da paz. Recordou que “tudo começou com a Palavra” e alertou para a distorção da comunicação como fonte de conflitos, citando cenários na Palestina e Ucrânia, e compartilhou experiências pessoais no Médio Oriente.
Fernanda dos Santos de Benedito, vice-reitora para os Assuntos Académicos da Universidade Agostinho Neto, destacou a arte como instrumento de preservação da diversidade cultural e da paz. Sublinhou a importância da palavra, da língua e da educação como pilares para a soberania e integração das nações, defendendo um “mundo transcultural” baseado no conhecimento e na cooperação.
A diplomata Sílvia da Cruz reforçou a centralidade do ser humano em qualquer ação pela paz, sublinhando o papel de Angola na promoção da estabilidade no continente africano e no mundo.
O evento reafirmou a relevância da cooperação internacional, da cultura e da educação como instrumentos estratégicos para consolidar sociedades pacíficas e inclusivas.