O texto, elaborado por França e Arábia Saudita, foi aprovado com 142 votos a favor, dez contra — incluindo Israel, Estados Unidos, Argentina e Hungria — e 12 abstenções. A declaração, já debatida em Julho, propõe medidas “tangíveis e irreversíveis” para alcançar uma solução política entre Israel e Palestina.
Israel criticou a decisão, reiterando acusações de falta de condenação firme aos ataques do Hamas. O documento, no entanto, condena explicitamente os ataques de 7 de Outubro de 2023, que causaram 1.200 mortos e 251 reféns, e exige a libertação imediata dos 48 sequestrados ainda em cativeiro.
A declaração defende que, no contexto do fim da guerra em Gaza, o Hamas deve abandonar o controlo da Faixa de Gaza e entregar as armas à Autoridade Palestiniana, com apoio da comunidade internacional, em conformidade com o objectivo da criação de um Estado palestiniano independente, soberano e economicamente viável.
O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, destacou que o dia 12 de Setembro de 2025 ficará marcado como “o dia do isolamento internacional definitivo do Hamas”.