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Luanda, 13 de abril de 2026

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Autoridades congolesas aderem às negociações de paz com o M23


IMG Foto: Autoridades congolesas aderem às negociações de paz com o M23 — Arquivo CF

No sábado, as partes acordaram um cessar-fogo, válido a partir de ontem, para viabilizar o avanço das negociações.

Segundo o site Minuto a Minuto, em publicação na rede social X, o M23 acusou o governo congolês de tentar "sabotar" o diálogo, alegando que forças governamentais bombardearam indiscriminadamente "áreas densamente povoadas" e atacaram posições rebeldes nos últimos dias.

Na última quarta-feira, o presidente de Angola anunciou o início das negociações diretas de paz entre o governo da RDC e o M23, marcadas para terça-feira, em Luanda, a capital angolana. Poucas horas após o anúncio, na noite de quarta para quinta, o M23 assumiu o controle da Ilha Idjwi, no Lago Kivu, ampliando sua ocupação para sete dos oito territórios que compõem o Kivu do Sul.

Apoiados por países como Rwanda, EUA, Alemanha e França, os rebeldes do M23 dominam as capitais de Kivu do Norte e Kivu do Sul, regiões fronteiriças ao Rwanda e ricas em minerais essenciais para a indústria de tecnologia e fabricação de dispositivos móveis.

O conflito em Goma e arredores, capital de Kivu do Norte, já provocou mais de 8.500 mortes desde janeiro, conforme informado pelo ministro da Saúde Pública congolês, Samuel Roger Kamba, no final de fevereiro.

A insurgência do M23, composta majoritariamente por tutsis que sobreviveram ao genocídio de 1994 em Rwanda, foi retomada em novembro de 2021, com ataques-relâmpago contra o exército congolês.

A região leste da RDC enfrenta conflitos contínuos desde 1998, envolvendo milícias rebeldes e o exército, apesar da presença da missão de paz da ONU (Monusco).

Crédito: Jornal de Angola