O actual presidente, Filomeno Vieira Lopes, concorre à reeleição como candidato único à presidência do partido. Já para o cargo de vice-presidente, a disputa será entre os militantes Nelson Eduardo Guerra Pestana e Américo de Jesus Valentim Vaz. A secretaria-geral será igualmente renovada, com Muata Sebastião e Benjamim Alberto Figueiredo Bunga na corrida.
Além da renovação interna, a convenção deverá clarificar a posição do BD face à Frente Patriótica Unida (FPU), coligação da qual o partido fez parte nos últimos anos. A saída do PRA-JA Servir Angola, liderado por Abel Chivukuvuku, reacendeu o debate sobre a viabilidade jurídica da coligação.
Segundo fontes próximas à organização, o BD deverá formalizar a sua desvinculação da FPU, em cumprimento da legislação eleitoral que exige autonomia partidária para concorrer de forma independente. A manutenção na coligação poderia comprometer a participação do BD nas eleições de 2027, colocando em risco a sua continuidade no cenário político nacional.
O Bloco Democrático foi fundado em 2010, na sequência da extinção da Frente para a Democracia (FpD), após esta não atingir o mínimo legal de 0,5% dos votos nas eleições de 2008. Em 2022, o BD não concorreu oficialmente, tendo alguns dos seus membros integrado listas da UNITA.
A convenção desta sexta-feira poderá marcar um ponto de viragem para o partido, que procura reafirmar a sua identidade política e garantir presença no próximo boletim de voto.