Durante este período, Bolsonaro terá de usar pulseira eletrónica e está proibido de utilizar telemóvel. A defesa criticou a decisão por ser temporária, defendendo que a prisão domiciliária deveria ser permanente, tendo em conta o estado de saúde do ex-chefe de Estado, de 71 anos.
Bolsonaro cumpre pena desde novembro de 2025, após ter sido condenado a mais de 27 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e atentado contra o Estado democrático de direito. Inicialmente esteve detido na Superintendência da Polícia Federal, passando depois para o complexo prisional da Papuda, onde o seu estado de saúde se agravou, obrigando a várias hospitalizações.
Nos últimos dias, Alexandre de Moraes reuniu-se com familiares próximos do ex-Presidente, incluindo o filho Flávio Bolsonaro e a esposa Michelle Bolsonaro. A decisão surge após insistentes pedidos da defesa, que atribui os problemas de saúde às sequelas da facada sofrida por Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018

Foto: Bolsonaro recebe alta e inicia prisão domiciliária — Arquivo CF