Num encontro em que Angola não tinha margem para erro e o Egipto já se encontrava apurado, o seleccionador nacional, Patrice Beaumelle, promoveu várias alterações no onze inicial, apostando numa equipa renovada em todos os sectores.
Rui Modesto surgiu como novidade na lateral esquerda, enquanto Núrio Fortuna ocupou o corredor oposto. No meio-campo, Fredy, Beni Mukendi e Maestro actuaram juntos pela primeira vez, ao passo que o ataque foi composto por Zito Luvumbo, Mabululu e Chico Banza.
Do lado egípcio, o seleccionador Hossam Hassan apresentou uma equipa com várias alterações, destacando-se a utilização do guarda-redes suplente Oufa Shobeir e a ausência de figuras como Mohamed Salah e Omar Marmoush, que não foram utilizados.
Angola mais perigosa na primeira parte
Na primeira metade, as Palancas Negras estiveram mais perto do golo, com destaque para uma jogada combinada entre Chico Banza e Mabululu, aos 42 minutos, que terminou com um remate defendido por Oufa Shobeir. Pouco depois, Fredy voltou a ameaçar com um disparo de fora da área.
No segundo tempo, Angola entrou determinada e voltou a criar perigo, quando Fredy acertou no poste esquerdo da baliza egípcia, aos 52 minutos, num remate de belo efeito.
Oportunidades desperdiçadas
Apesar das mexidas operadas por Patrice Beaumelle, com a entrada de M’bala Nzola, Gelson Dala e Manuel Benson, a Selecção Nacional não conseguiu materializar as oportunidades criadas. Aos 79 minutos, Nzola desperdiçou a melhor ocasião do jogo ao rematar à malha lateral após passe de Show.
O Egipto respondeu com algumas investidas, obrigando Hugo Marques a uma intervenção segura, mas o marcador manteve-se inalterado até ao apito final.
Cenário do grupo e contas do apuramento
Com o empate, o Egipto confirmou o primeiro lugar do Grupo B, com sete pontos. A África do Sul terminou na segunda posição, após vencer o Zimbabwe por 3-2, enquanto Angola soma apenas dois pontos, mantendo-se ainda com hipóteses matemáticas de apuramento como um dos melhores terceiros classificados.
Para que as Palancas Negras sigam para os oitavos-de-final, é necessário que, no Grupo A, Marrocos vença a Zâmbia e o Mali supere as Ilhas Comores. Já no Grupo C, a Tunísia terá de vencer a Tanzânia, enquanto a Nigéria precisa apenas de empatar frente ao Uganda.
Num jogo em que se exigia maior urgência, Angola não conseguiu transformar a superioridade em golos e vê agora o seu destino na prova depender de terceiros.