A fase actual decorre na Câmara Criminal da mais alta instância judicial do país e é considerada decisiva para um dos processos mais emblemáticos ligados à responsabilização de figuras públicas em Angola. Os dois generais enfrentam acusações que incluem peculato, burla por defraudação, falsificação de documentos, associação criminosa, abuso de poder, branqueamento de capitais e tráfico de influência.
Com mais de duas mil páginas de documentação e 38 testemunhos recolhidos, o processo tem exigido rigor técnico e atenção redobrada por parte da equipa judicial. A juíza Anabela Valente, que preside ao julgamento, confirmou que os procedimentos de tradução e autenticação documental estão praticamente concluídos, o que abre caminho para as alegações finais.
Após essa etapa, o tribunal deverá deliberar sobre os elementos de prova e os fundamentos jurídicos apresentados, aproximando-se da decisão final. O caso tem sido acompanhado de perto por juristas, analistas e pela sociedade civil, que aguardam com expectativa o desfecho de um julgamento que poderá marcar um precedente na justiça angolana.