O CTC, coordenado pelo especialista Ângelo Cuapindama, funcionava numa tenda com capacidade para 40 camas. Atualmente, o espaço já foi desmontado e transformado em campo de futebol, após a conclusão dos trabalhos de remoção da estrutura de ferro e lona que servia de área administrativa e de triagem.
Moradores como Ricardo Mariano e Rogério Ferreira destacaram a resposta do Governo e a dedicação das equipas médicas, sublinhando que no início do surto havia resistência da comunidade ao tratamento, devido a crenças associadas à feitiçaria e desconfiança quanto ao efeito dos fármacos.
Segundo Ângelo Cuapindama, os últimos quatro casos suspeitos, registados em agosto, foram confirmados como negativos. Das mais de 1.700 notificações desde janeiro, registaram-se menos de 10 óbitos nos dois centros de Belo Monte e Paraíso.
A experiência das equipas de saúde, que envolveram mais de 300 técnicos — entre eles 120 das Forças Armadas Angolanas —, foi também levada à província do Namibe, onde se recuperaram mais de 300 pacientes em menos de 10 dias, com apenas duas mortes.
Apesar dos avanços, o coordenador apelou à manutenção das medidas de prevenção, como a higiene adequada e o consumo de água tratada, para evitar o ressurgimento da doença. Aguarda-se agora a declaração oficial do fim da cólera pelas autoridades sanitárias.