Durante a cerimónia realizada em Sharm el-Sheikh, no Egipto, e acompanhada por cerca de 30 líderes mundiais, Donald Trump declarou que se trata de “um dia tremendo para o Médio Oriente”, sublinhando que o acordo representa “o que todos diziam ser impossível”.
“Finalmente, há paz no Médio Oriente. Após anos de sofrimento e derramamento de sangue, a guerra em Gaza terminou”, afirmou o Presidente norte-americano, citado pela agência Lusa.
Trump destacou que a ajuda humanitária já começou a chegar ao território palestiniano, incluindo centenas de camiões com alimentos, medicamentos e outros mantimentos essenciais, muitos dos quais financiados pelos países signatários do acordo.
O líder norte-americano referiu ainda que este é “o maior e mais complexo acordo” já alcançado sob a sua liderança, numa região que, segundo afirmou, “podia facilmente desencadear a Terceira Guerra Mundial”.
“A Terceira Guerra Mundial começaria no Médio Oriente — e isso não vai acontecer”, garantiu.
Pouco antes, em Jerusalém, Trump foi recebido no Knesset (Parlamento israelita), onde proclamou o fim de um “longo pesadelo” tanto para israelitas como para palestinianos.
Hamas celebra libertação de prisioneiros
Em Gaza, o Hamas celebrou a libertação de 1.968 prisioneiros palestinianos, descrita como uma “conquista nacional” e um “marco importante na luta pela libertação total da Palestina”.
Segundo o grupo, muitos dos libertados “apresentam sinais de tortura física e psicológica”, e alguns necessitaram de hospitalização. Em contrapartida, o Hamas entregou 20 reféns vivos mantidos em cativeiro desde 2023 e anunciou a devolução de quatro corpos de reféns falecidos.
O comunicado do grupo classificou o Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, como “criminoso de guerra”, mas afirmou que “nem ele nem os seus ministros extremistas podem tirar a alegria do povo palestiniano”.
Mediação internacional e expectativas
O acordo foi negociado ao longo de vários dias no Egipto, com mediação conjunta dos Estados Unidos, Egipto, Qatar e Turquia.
Trump expressou esperança de que o cessar-fogo “signifique mais do que o fim da guerra em Gaza” e represente “um novo começo para todo o Médio Oriente”.
“As preces de milhões foram finalmente atendidas”, declarou o presidente norte-americano, encerrando o discurso sob aplausos.