O convite foi formulado durante uma audiência concedida pelo Chefe de Estado a uma delegação da CEAST, liderada pelo presidente da organização, Dom Manuel Imbamba, que destacou a importância do evento como momento de reflexão para os angolanos.
“Viemos formular o convite oficial ao Presidente da República para o Congresso Nacional da Reconciliação. Como Igreja, achamos que é o momento de termos outra visão, outros ideais e outra maneira de abordar a política e de encarar a sociedade e o cidadão”, afirmou Dom Manuel Imbamba, acrescentando que a delegação ficou satisfeita com a disponibilidade manifestada pelo Chefe de Estado em participar.
O prelado sublinhou que a reconciliação deve ser entendida como uma “peça fundamental” para o bem-estar integral dos cidadãos e apelou ao abandono de práticas políticas de exclusão, defendendo a valorização da “política da cidadania” como caminho para a construção da nação.
O Congresso, inicialmente previsto para o final de outubro, foi adiado para a primeira semana de novembro, por concertação com o Presidente da República. A CEAST prevê reunir cerca de 500 participantes, incluindo representantes de todas as forças vivas do país, num evento que terminará com um culto ecuménico.
Dom Manuel Imbamba frisou que o encontro será aberto a todos os cidadãos e não apenas aos fiéis católicos, reforçando que a reconciliação é fundamental para superar as “feridas” que ainda marcam a sociedade angolana.
A CEAST, organização que congrega os bispos de Angola e São Tomé e Príncipe, coordena actividades pastorais e emite pronunciamentos doutrinários de acordo com o Código de Direito Canónico.