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Luanda, 09 de abril de 2026

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Cólera: Esperança Adiada com Seis Novas Mortes e 255 Casos Recentes


IMG Foto: Cólera: Esperança Adiada com Seis Novas Mortes e 255 Casos Recentes — Arquivo CF

Num momento em que metade das províncias do país já estão marcadas no mapa do avanço do vibrião colérico, a província de Luanda, seguida do Bengo, concentra o maior número de casos de infecções e mortes. De acordo com o boletim diário do Ministério da Saúde, em Luanda foram registrados 119 dos 255 casos verificados nas últimas 24 horas, com quatro mortes associadas. No Bengo, houve 104 casos e duas mortes, enquanto na província do Icolo e Bengo foram registrados 26 casos, e no Kwanza Sul, 6 casos, mantendo-se 252 internamentos.

Segundo dados de diversos estudos internacionais, especialmente em países menos desenvolvidos, em média existem mais quatro doentes para cada um confirmado laboratorialmente. A principal razão para esta disparidade é que as unidades de saúde nem sempre dispõem dos componentes básicos para a testagem, e muitos dos casos são assintomáticos, embora ainda transmitam o vibrião colérico, agente responsável pela doença, na comunidade em que estão inseridos. Água e alimentos contaminados e mal higienizados são as principais causas de transmissão comunitária da cólera.

A vacina e a higiene são os métodos mais eficazes para combater a propagação desta doença, considerada globalmente como uma infecção do terceiro mundo. A Lusa recorda que, desde o início do surto, ocorreram 114 óbitos, dos quais 52 em Luanda, 45 no Bengo, 15 no Icolo e Bengo e 2 no Cuanza Sul.

O grupo etário mais afetado é o de crianças entre 2 e 5 anos, com 525 casos e 14 óbitos, seguido pelo grupo de 10 a 14 anos, que registra 436 casos e 8 óbitos.