O director dos Serviços de Oncologia, João Wilson, explicou que a campanha visa reforçar a importância do rastreio precoce, permitindo identificar casos antes do surgimento dos sintomas, o que aumenta significativamente as hipóteses de sucesso no tratamento.
Com uma meta inicial de 50 atendimentos diários, a procura superou as expectativas logo nos primeiros dias, com homens e mulheres a aderirem em massa, motivados pela divulgação da campanha nos meios de comunicação social.
João Wilson, que é também director pedagógico e científico do hospital, apelou à população feminina para aproveitar o Outubro Rosa, mês dedicado à luta contra o cancro da mama, e participar nos rastreios gratuitos disponíveis nas unidades sanitárias do país.
“O cancro da mama resulta da multiplicação desordenada de células anormais que formam um tumor. Ao notar nódulos, alterações na pele, inchaço ou aspecto de casca de laranja, é fundamental procurar um especialista imediatamente”, alertou o médico.
Entre os pacientes atendidos, Daniel do Nascimento, residente na Centralidade do Kilamba, afirmou ter decidido fazer o exame como medida preventiva, após ver o anúncio nas redes sociais.
“Nunca senti sintomas, mas é importante prevenir. Os homens também devem participar, pois a doença não atinge apenas mulheres”, frisou.
Já Sandra Macedo, paciente diagnosticada com nódulos mamários em 2016, regressou ao hospital devido à intensificação das dores.
“Resolvi voltar para fazer um novo rastreio e continuar o acompanhamento médico”, contou.
A campanha integra as actividades do Outubro Rosa, movimento global de sensibilização para a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do cancro da mama, que