O Corredor do Lobito voltou a ganhar destaque no cenário internacional, desta vez durante o Fórum Internacional do Turismo, realizado na sexta-feira, na cidade chinesa de Zhengzhou, capital da província de Henan. O encontro reuniu líderes e empresários de vários países, que consideraram a iniciativa angolana uma das mais promissoras para o crescimento económico e turístico do continente africano.
Em declarações ao Jornal de Angola, a empresária venezuelana Goh Irene elogiou os esforços do Governo angolano em diversificar a economia e dinamizar o comércio regional. “Lemos muito sobre o Corredor do Lobito e percebemos o compromisso de Angola em criar oportunidades para o seu povo e para o mundo”, disse.
Ela acrescentou que o corredor, ao permitir o transporte de mercadorias para os Estados Unidos e outras regiões, representa uma forma concreta de África contribuir para a economia global.
O empresário ganês Christopher destacou que iniciativas como o Corredor do Lobito fortalecem a posição da África no contexto internacional. “Com a histórica parceria entre Angola e a China, é importante continuar a investir em infraestruturas modernas, incluindo comboios de alta velocidade, para facilitar a mobilidade e o turismo”, afirmou.
O jornalista britânico Poulo Caurive reconheceu que, antes da paz, as informações sobre Angola eram limitadas ao conflito, mas agora o país mostra um novo potencial. “O turismo está intimamente ligado ao transporte, e o Corredor do Lobito pode ser uma ponte entre países africanos como a Zâmbia e a República Democrática do Congo”, referiu.
Por sua vez, o diretor-geral do Museu Nacional da Malásia, Kay Hoe, salientou que plataformas logísticas como o Corredor do Lobito também beneficiam o setor cultural, ao facilitar o intercâmbio histórico e museológico entre nações.
O Fórum, que decorreu sob o tema “Desenvolvimento e Cooperação de Mídia de Países”, contou com a participação de jornalistas, representantes do Ministério das Relações Exteriores de Angola e do Centro de Formação de Jornalistas Angolanos, reforçando o compromisso do país em promover uma imagem positiva e colaborativa no exterior.