A declaração agora tornada pública resulta do trabalho realizado pelos observadores da CPLP desde 18 de Novembro, período em que acompanharam a fase final da campanha e monitoraram a organização das eleições em várias regiões do país. O documento sintetiza as principais conclusões sobre o clima eleitoral, o desempenho das instituições e o comportamento dos intervenientes no processo.
A apresentação esteve a cargo do chefe da Missão, o tenente-general reformado Luís de Carvalho, de Angola, diante de um painel composto por figuras de destaque, entre elas o ex-Presidente moçambicano Filipe Nyusi, o ex-Presidente nigeriano Goodluck Jonathan e representantes das missões de observação da União Africana, CEDEAO e Fórum de Anciãos da África Ocidental.
Segundo a Declaração Preliminar, a MOE-CPLP contou com 23 observadores provenientes dos Estados-Membros, incluindo diplomatas, parlamentares e técnicos de Angola, Moçambique, Portugal e Guiné Equatorial, além de funcionários do Secretariado Executivo da CPLP. As equipas acompanharam o processo em seis regiões — Bissau, Gabú, Bafatá, Biombo, Cacheu e Oio — e observaram 221 mesas distribuídas por 22 círculos eleitorais.
Os observadores relataram que as assembleias de voto visitadas apresentaram condições adequadas de funcionamento, com procedimentos de abertura, votação e apuramento realizados de forma correta e transparente. Foi registada uma elevada afluência de eleitores durante a manhã, com filas organizadas e prioridade garantida a cidadãos com necessidades especiais.
A Missão destacou ainda a forte participação de jovens e mulheres na composição das mesas de voto, aproximando-se dos 50% dos membros, bem como o comportamento exemplar das forças de segurança, que atuaram sem interferir no ato eleitoral. Delegados de duas candidaturas estiveram presentes em todas as mesas observadas, e as atas-síntese foram afixadas em locais visíveis ao público.
No documento, a MOE-CPLP reconhece o empenho da Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau na condução do processo e encoraja o aperfeiçoamento contínuo dos procedimentos eleitorais, apelando ao tratamento rápido de eventuais reclamações.
A Missão congratulou o povo guineense pela postura pacífica e pela demonstração de maturidade democrática, reforçando o compromisso do país com eleições livres e transparentes. A equipa permanecerá em Bissau até à divulgação oficial dos resultados.
O evento contou igualmente com a presença de representantes do corpo diplomático acreditado no país e de outras missões internacionais de observação.