O Secretariado Executivo da CPLP homenageou Joaquim Branco, antigo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe e ex-secretário executivo adjunto da organização, numa cerimónia realizada no Salão Dourado, em Lisboa.
O evento reuniu representantes do corpo diplomático acreditado em Portugal, altos funcionários da CPLP e estudantes, numa sessão marcada por discursos, testemunhos e momentos culturais.
Na abertura, a secretária executiva da CPLP, Maria de Fátima Jardim, destacou que a Comunidade nasceu em 1996 com o objetivo de fortalecer os laços político-diplomáticos, económicos, sociais e culturais entre os Estados-membros. Sublinhou ainda que a língua portuguesa constitui o maior património partilhado, servindo como elo de união, identidade e cidadania.
Joaquim Branco, ao intervir, fez uma retrospetiva da história da CPLP e da sua passagem pela organização, destacando os desafios enfrentados e as perspetivas futuras. Enfatizou a necessidade de consolidar a visão estratégica que inspirou a criação da Comunidade, assente nos valores da paz, democracia e estabilidade.
O diplomata são-tomense elogiou os avanços registados ao longo das últimas décadas e manifestou confiança na capacidade da CPLP em responder aos grandes desafios globais, reafirmando a relevância da organização no cenário internacional.
O programa da homenagem incluiu ainda a assinatura do Livro de Honra e um momento cultural, com declamação de um poema da autoria de Joaquim Branco.
Com uma carreira diplomática vasta, Joaquim Branco representou São Tomé e Príncipe em missões junto da ONU, nos Estados Unidos, no Canadá e no Brasil, deixando uma marca de destaque na diplomacia lusófona.