Durante o encontro deverá ser analisado um projecto de resolução relacionado com a situação guineense. A CPLP pretende continuar a defender o restabelecimento da ordem constitucional, a estabilidade política e o respeito pelos princípios democráticos.
A organização já tinha condenado a interrupção do processo eleitoral na Guiné-Bissau e apelado ao diálogo entre os diferentes actores políticos. Em Dezembro, os Estados-membros decidiram suspender a participação do país nas actividades da CPLP até à retoma da ordem constitucional.
A decisão levou também à transferência da presidência rotativa da organização para Timor-Leste, apesar de a Guiné-Bissau ter assumido originalmente o mandato para o período 2025-2027.
Outro tema sensível será a escolha do país que deverá assumir a presidência da CPLP no período seguinte.
Na Cimeira de Bissau, realizada em Julho de 2025, não foi alcançado consenso sobre a próxima presidência, existindo posições favoráveis à Guiné Equatorial e ao Brasil. A questão deverá voltar agora à mesa das negociações.
Timor-Leste, que actualmente lidera a organização, tem defendido a necessidade de reforçar a cooperação entre os Estados-membros e está também a trabalhar na definição do futuro quadro estratégico da CPLP para 2027-2033.
Além das questões políticas, o Conselho de Ministros deverá analisar a agenda estratégica da CPLP para 2027-2033 e medidas destinadas a reforçar a cooperação económica entre os países membros.
Está igualmente prevista a assinatura de um acordo administrativo relacionado com a Convenção Multilateral de Segurança Social da CPLP, que pretende facilitar a protecção social e a utilização dos direitos de segurança social pelos cidadãos dos países da comunidade.
Os ministros deverão ainda apreciar uma declaração sobre o Estado de Direito Democrático e os desafios da CPLP, reafirmando o compromisso dos Estados-membros com a democracia, a estabilidade institucional e a cooperação.

Foto: CPLP vai discutir Guiné-Bissau e futura presidência da organização em Díli — Arquivo CF