A moção de confiança, convocada pelo próprio Montenegro, foi rejeitada com os votos contra de vários partidos, incluindo o Partido Socialista e outras forças da oposição. Esta iniciativa surgiu na sequência de alegações de corrupção envolvendo negócios familiares do primeiro-ministro, nomeadamente a empresa Spinumviva, que teria recebido pagamentos de entidades onde Montenegro trabalhou anteriormente.
Montenegro, que assumiu o cargo há 11 meses após a demissão de António Costa devido a um escândalo judicial, enfrenta agora acusações de conflito de interesses. Apesar de negar qualquer irregularidade e declarar-se disposto a fornecer mais explicações, a oposição rejeitou a sua oferta, acusando-o de tentar evitar o escrutínio parlamentar.
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deverá consultar os partidos políticos antes de decidir sobre a convocação de novas eleições, que poderão ocorrer em maio de 2025. Esta crise política é a mais recente de uma série de escândalos que têm minado a confiança pública nas instituições, aumentando o apoio ao partido populista de direita "Chega".