De acordo com Belarmino Satyohamba, a província apresenta atualmente uma taxa de seroprevalência de 3,3%, permitindo que o Cunene passe da primeira para a terceira posição nacional em termos de prevalência de HIV/SIDA.
O responsável explicou que a redução de novos casos é um reflexo dos esforços de prevenção, controlo e tratamento da doença na região, embora desafios relacionados ao acesso a cuidados de saúde, adesão ao tratamento e sensibilização comunitária ainda persistam.
Entre janeiro e setembro de 2025, 41.995 pessoas foram testadas, resultando em 1.162 positivos e 40 óbitos, enquanto no mesmo período de 2024, 40.880 pessoas foram testadas, com 1.394 positivos.
Desde 2005, os programas provinciais de controlo e tratamento mantêm 17.032 pessoas vivendo com VIH/SIDA sob acompanhamento, o que demonstra maior confiança da população no sistema de saúde e melhor acesso aos medicamentos antirretrovirais.
O médico frisou a necessidade de continuar a investir em educação sexual, rastreio comunitário e diagnóstico precoce, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, para manter a tendência de redução e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.