Mais de 4,3 milhões de eleitores escolhem os 179 membros do Parlamento (Folketing), dos quais 175 representam a Dinamarca, dois a Gronelândia e dois as Ilhas Faroé. O sistema proporcional dinamarquês torna improvável que um partido conquiste maioria absoluta, sendo habitual a formação de coligações entre os blocos vermelho (esquerda) e azul (direita).
Durante a campanha, temas como o aumento do custo de vida, pensões e a possibilidade de um imposto sobre grandes fortunas dominaram o debate. Frederiksen, de 48 anos, destacou também propostas mais restritivas em matéria de imigração, incluindo um “travão de emergência” para pedidos de asilo e deportação de estrangeiros condenados por crimes graves.
Dois candidatos de centro-direita disputam a liderança: Troels Lund Poulsen, ministro da Defesa e membro do Partido Liberal (Venstre), e Alex Vanopslagh, da Aliança Liberal, que defende impostos mais baixos e aposta na energia nuclear. Mais à direita, o Partido Popular Dinamarquês procura recuperar terreno após o fraco desempenho nas eleições de 2022.
O governo tripartido de Frederiksen foi o primeiro em décadas a reunir partidos de todo o espectro político. O papel do Partido Moderado, liderado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros Lars Løkke Rasmussen, poderá ser decisivo na formação de uma nova coligação.

Foto: Dinamarca realiza eleições antecipadas em plena crise da Gronelândia — Arquivo CF