Segundo informações apresentadas nas Nações Unidas, os nove menores morreram a 23 de Maio de 2025, quando a residência da família, em Khan Younis, foi atingida por um ataque aéreo. As crianças tinham entre seis meses e 12 anos de idade.
Alaa al-Najjar, também médica, encontrava-se a trabalhar no hospital no momento do ataque. O marido, Hamdi al-Najjar, igualmente médico, ficou gravemente ferido e foi internado em estado crítico. O único filho que sobreviveu ao ataque também ficou ferido.
Ao recordar o caso perante o Conselho de Segurança, Mansour ficou visivelmente abalado e descreveu a situação como um sofrimento difícil de suportar. O representante palestiniano citou os nomes das nove crianças e afirmou que a família enfrentava uma perda impossível de medir apenas em números.
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmou posteriormente que o ataque à residência de Hamdi al-Najjar matou o médico e os seus nove filhos, levantando sérias preocupações sobre possíveis violações do direito internacional humanitário. A mesma entidade destacou que os profissionais de saúde e os seus familiares devem ser considerados civis, na ausência de evidências de participação directa nas hostilidades.
Na mesma altura, a Organização Mundial da Saúde alertava para o agravamento da situação do sistema de saúde em Gaza, com hospitais a suspenderem serviços devido às operações militares, deslocações da população e falta de medicamentos, combustível e outros materiais essenciais.

Foto: Diplomata palestiniano emociona-se ao relatar morte de nove filhos de médica em Gaza — Arquivo CF