A dependência de fornecedores internacionais reflete desafios estruturais, como a falta de capacidade técnica, financeira e tecnológica de muitas empresas angolanas para competir com multinacionais que operam no setor. O governo tem promovido iniciativas para fortalecer o conteúdo local e aumentar a participação de companhias nacionais, mas os resultados ainda são limitados.
Especialistas apontam que é necessário um maior investimento na capacitação das empresas locais, na diversificação da economia e no reforço da legislação sobre conteúdo local, para garantir que Angola possa beneficiar mais diretamente da sua principal fonte de receitas.
O setor petrolífero representa a maior parte da economia do país, sendo responsável por mais de 90% das exportações e cerca de um terço do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar disso, a baixa participação das empresas angolanas nos contratos limita os benefícios diretos para a economia nacional, dificultando a criação de empregos e o desenvolvimento industrial no país.