O desastre ocorreu após uma grande massa de água, lama e detritos atingir zonas habitadas na região do Himalaia, destruindo casas, estradas, pontes e outras infra-estruturas. As autoridades continuam a investigar as causas, mas os primeiros dados apontam para o colapso de uma zona glaciar e o consequente deslizamento de gelo e rochas para um rio.
As operações de busca e salvamento prosseguem nas áreas mais afectadas. Mais de 1.300 pessoas continuam desaparecidas no Nepal e no Tibete, entre residentes, turistas, peregrinos e cidadãos estrangeiros. Só no Nepal, as autoridades contabilizam centenas de estrangeiros entre os desaparecidos.
As equipas de emergência, apoiadas pelo Exército e pela Polícia nepaleses, utilizam helicópteros para procurar sobreviventes e transportar alimentos, medicamentos e outros bens essenciais para comunidades que ficaram isoladas devido à destruição das vias de acesso.
O número de vítimas poderá ainda aumentar, uma vez que as operações de recuperação continuam e algumas zonas permanecem de difícil acesso.
O Departamento de Hidrologia e Meteorologia do Nepal mantém avisos relacionados com as condições meteorológicas e o risco de cheias, enquanto as autoridades continuam a acompanhar os níveis dos rios e a situação nas áreas afectadas.

Foto: Enxurradas no Nepal deixam pelo menos 353 mortos e mais de 1.300 desaparecidos — Arquivo CF