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Espanha enfrenta 48 horas decisivas no combate aos incêndios florestais

Helena Matias - 27 Aug, 2025 84 Visualizações
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Apesar da redução no número de incêndios classificados como nível 2 — numa escala de gravidade que vai de 0 a 4 — a situação permanece crítica. “Os reacendimentos têm causado estragos significativos nos últimos dias”, alertou Virginia Barcones, diretora da Proteção Civil, durante uma conferência de imprensa em Madrid.

Barcones destacou que, embora se preveja vento mais intenso, a temperatura e a humidade relativa nas zonas afetadas devem favorecer as operações de contenção até quinta-feira. A partir de sexta-feira, no entanto, o cenário volta a agravar-se.

“Temos uma janela meteorológica hoje e amanhã. São dois dias que podem ser determinantes para pôr fim a esta situação devastadora”, afirmou.

Nos últimos dois meses, o país registou 113 grandes incêndios, dos quais 13 permanecem ativos. O impacto humano é significativo: mais de 300 pessoas estão desalojadas e 1.200 permanecem confinadas em 15 localidades de Castela e Leão.

Os Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, visitam hoje as zonas mais afetadas naquela comunidade autónoma. A agenda inclui deslocações à Galiza na quinta-feira e à Extremadura na sexta, cobrindo as três regiões mais atingidas neste verão.

Segundo dados provisórios do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS), cerca de 400 mil hectares já foram consumidos pelas chamas em 2025, o maior registo anual desde o início da série histórica em 2006. Quatro pessoas perderam a vida.

Em resposta à emergência, o país ativou o mecanismo europeu de proteção civil em 11 de agosto, recebendo apoio de nove Estados-membros da União Europeia, além de Portugal e Andorra. Trata-se do maior contingente internacional mobilizado para Espanha desde 1975, segundo o Governo.