Adefuke Adeyemi defendeu que o mercado aéreo africano é demasiado pequeno para que cada país ou companhia o trate de forma isolada, sendo necessário partilhar estratégias, informações e recursos com vista à criação de novos corredores aéreos e à adopção de reformas estruturais.
A responsável destacou a importância de mecanismos de cooperação especialmente no domínio da partilha de dados padronizados e protegidos, elementos essenciais para uma gestão eficiente e moderna da aviação. “Quando a África decidiu agir unida, surpreendemos o mundo”, afirmou, lembrando que desafios como os elevados custos de combustível, a falta de aeronaves, a instabilidade cambial, deficiências de infra-estruturas e políticas desalinhadas continuam a travar o crescimento do sector.
Por seu turno, o director executivo da Associação de Companhias Aéreas da África Austral, Aaron Munetsi, reforçou que a conectividade entre países africanos deve ser prioridade. Segundo explicou, um passageiro não pode levar mais de 20 horas para viajar entre cidades do continente, e quando isso acontece “é sinal claro de que não há conectividade suficiente”.
Munetsi observou ainda que o actual contexto global, marcado por instabilidades geopolíticas, obriga a uma mudança na forma como o mercado africano se posiciona. Para ele, é urgente criar iniciativas concretas que permitam melhorar a ligação aérea entre os países e reduzir o tempo de deslocação dos passageiros.