De acordo com duas autoridades norte-americanas, citadas sob anonimato, a medida representa uma mudança profunda na política migratória dos EUA. O número projetado é muito inferior aos 100 mil refugiados acolhidos no último ano de Joe Biden, mas supera o mínimo histórico de 15 mil admissões em 2021, no final do primeiro mandato de Trump.
Após regressar à Casa Branca, em janeiro deste ano, Trump suspendeu temporariamente o programa de refugiados e, semanas depois, lançou um esquema exclusivo para africânderes, justificando a decisão com denúncias de discriminação racial e risco de genocídio contra a minoria branca num país de maioria negra.
O governo sul-africano rejeitou veementemente estas alegações, acusando Washington de politizar a imigração e de espalhar desinformação. Analistas alertam que, se confirmada, a medida poderá reacender o debate sobre preconceito racial e prioridades humanitárias nos Estados Unidos, ao privilegiar um grupo específico em detrimento de outros refugiados que enfrentam perseguições e crises humanitárias em todo o mundo.