A medida foi impulsionada pelo senador republicano Jim Risch, que criticou as declarações recentes do presidente William Ruto sobre a parceria com Pequim na construção de uma "nova ordem mundial". Para Washington, a aproximação ao governo chinês e a outras potências rivais levanta dúvidas sobre a confiança e a lealdade do Quénia como parceiro militar.
A revisão também abrange os laços de Nairobi com o Irão, a Rússia e grupos extremistas como o Al-Shabaab. O Senado mandatou ainda o Departamento de Estado para investigar denúncias de uso indevido de inteligência norte-americana em operações de sequestro e tortura de civis.
O estatuto foi concedido em 2024 pelo então presidente Joe Biden, tornando o Quénia o primeiro país da África Subsaariana a receber tal designação, que garante acesso privilegiado a equipamentos militares avançados, cooperação estratégica e missões conjuntas, como a do Haiti. A sua retirada poderá enfraquecer a posição de Washington no Corno de África e abrir espaço para a influência crescente da China e da Rússia.
Enquanto isso, o Reino Unido chegou a acordo para indemnizar milhares de quenianos afetados por um incêndio provocado por treino militar britânico em 2021, que destruiu propriedades e causou problemas de saúde em mais de 7.700 pessoas.
Em paralelo, as autoridades quenianas anunciaram a descoberta de mais 11 corpos na região de Shakahola, onde, em 2023, foram exumadas mais de 400 vítimas de uma seita liderada pelo pastor Paul Mackenzie, atualmente preso e acusado de homicídio. Novas valas comuns foram identificadas, e as investigações apontam para a continuação de práticas extremistas em comunidades locais.