No último sábado, a polícia prendeu Pravind Jugnauth, ex-primeiro-ministro das Maurícias, de 63 anos, que governou de 2017 a 2024, e sua esposa Kobita Jugnauth, conforme relatado à agência France-Presse (AFP). Ambos foram submetidos a longos interrogatórios.
De acordo com a mesma fonte, citada pela Lusa, a esposa foi libertada, enquanto Pravind Jugnauth permaneceu em prisão preventiva.
Diante do juiz em Port Louis, o ex-primeiro-ministro negou todas as acusações e foi libertado sob fiança de 1,5 milhões de rupias, aproximadamente 30 mil euros, segundo a decisão judicial à qual a AFP teve acesso.
No mesmo dia, a comissão de crimes financeiros da ilha do Oceano Índico, considerada uma das democracias mais estáveis e prósperas da África, solicitou à polícia que prendesse o casal Jugnauth e outros dois suspeitos caso tentassem deixar o país.
Um relatório policial e documentos judiciais vistos pela AFP revelam que os investigadores realizaram buscas nas residências de outros dois suspeitos, que administram uma empresa de lazer, encontrando documentos com os nomes dos Jugnauth, relógios de luxo e malas de dinheiro.
Pertencente a uma dinastia influente na política mauriciana desde a independência em 1968, Jugnauth perdeu as eleições parlamentares em novembro do ano passado para a Aliança para a Mudança, de centro-esquerda, liderada pelo líder do Partido Trabalhista e ex-primeiro-ministro Navin Ramgoolam, de 77 anos, conforme relatado pela mesma fonte.