O Governo angolano poderá anunciar hoje medidas de apoio destinadas às empresas vandalizadas e pilhadas durante os recentes protestos ligados à greve dos taxistas em Luanda e noutras províncias. A informação foi avançada na última sexta-feira pelo Presidente da República, João Lourenço, numa mensagem oficial à Nação.
De acordo com o Chefe de Estado, o objectivo é garantir a rápida reposição de bens e stocks destruídos, bem como evitar o agravamento do desemprego, resultante da destruição de estabelecimentos privados.
João Lourenço lamentou os actos de pilhagem e destruição, afirmando que estas acções sabotam a economia nacional e afugentam o investimento privado. “Esses actos só podem ser entendidos como sabotagem à economia, com vista a agravar ainda mais a situação social que vivemos”, frisou.
O Presidente reafirmou o respeito do Estado pelo direito à greve e à manifestação, quando exercidos dentro dos marcos legais, mas alertou que práticas fora desse contexto constituem crimes. “Não podemos aceitar nem tolerar mais dor e luto entre os angolanos”, reforçou.
Durante a greve dos taxistas, motivada principalmente pelo aumento do preço do gasóleo e do valor da corrida (de 200 para 300 kwanzas), registaram-se várias ocorrências de violência, incluindo assaltos, destruição de património e impedimento de circulação de cidadãos.
O Presidente garantiu que o Executivo está atento aos desafios sociais, sublinhando os investimentos nas áreas da Saúde, Educação, Habitação, e grandes obras públicas, que visam gerar empregos e melhorar a qualidade de vida dos angolanos.
João Lourenço concluiu a sua comunicação com uma nota de pesar às famílias das vítimas fatais e votos de rápidas melhoras aos feridos dos incidentes.