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Luanda, 08 de abril de 2026

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Exército sudanês acusado de tortura e “câmaras de execução”


IMG Foto: Exército sudanês acusado de tortura e “câmaras de execução” — Arquivo CF

De acordo com o relatório dos Advogados de Emergência, foram documentadas centenas de detenções arbitrárias em Cartum, muitas delas resultando em mortes sob tortura. A organização fala numa “perigosa escalada de violações” e acusa o exército de gerir “câmaras de execução” nos centros de detenção.

O Sudão mergulhou numa guerra civil em abril de 2023, quando confrontos entre os militares e os paramilitares da RSF eclodiram na capital e rapidamente se espalharam pelo país. O conflito já deixou mais de 40 mil mortos e forçou 12 milhões de pessoas a abandonarem as suas casas, provocando fome em várias regiões.

A RSF, por sua vez, também é acusada de abusos sistemáticos contra prisioneiros. Na semana passada, moradores de Nahud denunciaram que o grupo executou 27 detidos em vários parques e arredores da fábrica de gelo da cidade, após os familiares não conseguirem pagar o resgate exigido. O mesmo grupo local afirma que centenas de civis permanecem sequestrados em condições desumanas.

A Missão Internacional Independente da ONU para o Sudão já havia responsabilizado ambos os lados por “um padrão generalizado de detenção arbitrária, tortura e violência sexual”. Paralelamente, a Médicos Sem Fronteiras alerta para a propagação da cólera, com quase 100 mil infetados e 2.470 mortos no último ano.

O governo sudanês acusou ainda os Emirados Árabes Unidos de financiar mercenários estrangeiros para apoiar a RSF, alegações que Abu Dhabi nega, afirmando tratar-se de uma tentativa de “desviar responsabilidades” e “descarrilar o processo de paz”.