Nos primeiros oito meses de 2025, a China exportou cerca de 122 biliões de dólares em mercadorias para o continente africano, enquanto as exportações africanas para a China totalizaram aproximadamente 87 biliões de dólares, um aumento de 2,3% em relação ao período anterior.
O desequilíbrio comercial elevou o déficit da África com a China para cerca de 60 biliões de dólares. As principais importações africanas incluem máquinas e equipamentos pesados, automóveis e produtos metálicos. Em 2024, o comércio entre os dois continentes atingiu um recorde de 295,6 biliões de dólares, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento.
Para incentivar as exportações africanas, a China decidiu isentar de tarifas 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, numa estratégia de promoção do comércio bilateral.
No caso de Angola, as trocas comerciais com a China atingiram 24 mil milhões de dólares em 2024, representando uma parceria “activa, contínua e mutuamente benéfica”, conforme destacou Luís Cupenela, presidente da Câmara de Comércio Angola-China (CAC), durante uma conferência em Luanda sobre o impacto do sector empresarial chinês na economia nacional.
Segundo Cupenela, os dados da balança de pagamentos de 2023-24 indicam um volume de trocas comerciais estável, com investimentos acima de 27 mil milhões de dólares, reforçando a posição da China como parceiro estratégico de Angola e do continente africano.