A falta de água está preocupando as famílias, que agora enfrentam o rápido avanço do surto de cólera, especialmente em Luanda. Quando disponível, a água dos caminhões-cisterna é de baixa qualidade, obrigando centenas de famílias a comprar água filtrada ou purificada em diversos estabelecimento.
Nas áreas suburbanas, muitas torneiras estão secas há dias, conforme relatado pelo Novo Jornal, deixando a população desesperada. Em algumas regiões, um bidão de 20 litros de água está sendo vendido por 300 kz, em comparação aos 50 ou 100 kz anteriormente praticados.
Com a falta de água da rede pública e a má qualidade quando disponível ou obtida dos caminhões-cisterna, muitas famílias recorrem à água filtrada ou mineral. No entanto, o custo elevado torna a situação insustentável, e as famílias esperam uma solução rápida para o problema.
A Empresa Pública de Água de Luanda (EPAL) informou que várias áreas das províncias de Luanda e Icolo e Bengo estão enfrentando restrições no fornecimento de água potável devido a uma avaria nos sistemas de tratamento e distribuição. Kelson Domingos, administrador da EPAL, afirmou aos jornalistas nesta quarta-feira que estão fazendo todos os esforços para resolver a situação atual.
Em relação às reclamações sobre a qualidade da água, Domingos garantiu que medidas técnicas estão em andamento para melhorar a situação. "Estamos agora a implementar medidas de reforço para rapidamente podermos controlar", declarou ele.
Após um período sem surtos entre 1995 e 2000, o país enfrentou um grande surto de cólera em 2011, que resultou em 2.284 casos e 181 mortes, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O surto mais recente ocorreu entre 2016 e 2017, afetando as províncias de Cabinda, Luanda e Zaire, com um total de 252 casos e 11 mortes, números já superados nas últimas três semanas.
crédito: Novo Jornal