A situação começou depois de um carregamento de combustível para aviação, recebido no porto de Walvis Bay, não ter passado nos testes de qualidade. O produto foi isolado e não chegou a ser distribuído às companhias aéreas.
Perante a falta temporária de combustível no Aeroporto Internacional Hosea Kutako, em Windhoek, a Discover Airlines, do Grupo Lufthansa, passou a encaminhar alguns voos com destino a Frankfurt e Munique para Luanda, onde as aeronaves são reabastecidas antes de prosseguirem para a Alemanha. Os passageiros permanecem a bordo durante a paragem.
A companhia realiza cerca de dez voos semanais entre Windhoek e as duas cidades alemãs. Até ao momento, a situação tem provocado sobretudo alterações operacionais e atrasos, sem interrupção generalizada das ligações.
A Namibia Airports Company (NAC) confirmou estar a acompanhar as dificuldades no abastecimento de combustível Jet A-1 e afirmou que estão em curso esforços para reduzir o impacto nas operações aéreas.
Para Angola, a utilização de Luanda como ponto de reabastecimento evidencia a capacidade do país para apoiar operações aéreas internacionais e reforça o potencial da capital angolana como ponto estratégico de ligação na região da África Austral.
O porto de Walvis Bay é, segundo documentação da Namibian Ports Authority (Namport), a principal porta de entrada da Namíbia para a importação de combustíveis refinados, incluindo o Jet A-1 utilizado na aviação.

Foto: Falta de combustível na Namíbia leva voos internacionais a fazer escala em Luanda — Arquivo CF