Em declarações à margem de uma competição nacional, o dirigente sublinhou que a estratégia da FAT passa pela massificação da modalidade, através do aumento do número de praticantes, da criação de novos núcleos de formação e do reforço da presença federativa em diferentes regiões do país.
"O ténis já não é um desporto de elite como se dizia no passado. Hoje é possível praticar ténis em qualquer lado e estamos a trabalhar para que esse estigma desapareça definitivamente", afirmou João Sanda.
Apesar dos desafios logísticos e infraestruturais, a Federação Angolana de Ténis tem vindo a alargar a sua implantação a nível nacional. Atualmente, conta com sete associações provinciais filiadas e integrou recentemente a Associação Provincial de Ténis do Huambo, elevando o número de províncias representadas na estrutura federativa.
Segundo João Sanda, o objetivo é continuar este processo de crescimento, prevendo a filiação de mais uma ou duas associações provinciais ao longo do próximo ano, reforçando a prática da modalidade fora dos principais centros urbanos.
O dirigente destacou ainda os resultados alcançados pela Seleção Nacional na recente participação na Taça Davis, considerando que o desempenho dos atletas demonstra a evolução do ténis angolano. Os tenistas Amerson Tumuina e Justino Rodrigues, que treinam e competem em Angola, integraram a equipa nacional e contribuíram para uma prestação positiva na competição internacional.
Para a direção da FAT, estes resultados refletem o impacto dos circuitos nacionais promovidos pela federação, que têm proporcionado maior ritmo competitivo aos atletas e contribuído para a melhoria do seu rendimento.
A Federação Angolana de Ténis tem vindo a apostar igualmente na formação de treinadores, árbitros e jovens atletas, procurando consolidar o desenvolvimento da modalidade e aumentar a competitividade de Angola nas competições africanas e internacionais.

Foto: Federação Angolana de Ténis defende que modalidade está cada vez mais acessível no país — Arquivo CF